Qual a relação entre modelos de negócio e projetos?

Qual a relação entre modelos de negócio e projetos?

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Olá pessoal! Hoje quero comentar sobre uma palestra que fiz há pouco tempo no Happy Hour do PM de S. Paulo e que acabou virando um Webinar que está gravado e disponível no site do PMI GOC. Se você é associado do PMI assista à apresentação clicando aqui.

Basicamente eu falo nessa apresentação sobre os tipos de projetos que podem derivar de um modelo de negócios como o Business Model Canavas, modelo visual para estruturação de um novo empreendimento, e como o PM Mind Map® que é um modelo visual para a gestão de projetos pode auxiliar na implantação desses empreendimentos.

O modelo visual Business Model Canvas proporciona que as ideias sejam representadas em nove blocos que formam o conceito de um empreendimento, demonstrando a forma como a organização irá operar e gerar valor ao mercado, definindo seus principais fluxos e processos, permitindo a análise e visualização do seu modelo de atuação nesse mercado.

Figura 1

Mas toda ideia para sair do papel precisa de ações que a materializem. Para tanto são necessários recursos como materiais, equipamentos e profissionais competentes, para realizarem as tarefas e entregarem tudo que o empreendimento necessite para poder entrar em operação. Esses recursos são organizados e controlados na forma de projetos, pois possuem início e fim definidos e entregam algo específico. Diferente do próprio empreendimento que quando iniciar sua operação irá produzir o produto ou serviço de forma contínua.

Por exemplo, para desenvolver um produto ou serviço que agregue valor e que seja aceito pelo mercado é preciso um ou mais projetos, realizando pesquisas, desenvolvendo, testado e aprimorando protótipos, enfim, definido com detalhes o que será produzido futuramente em escala e disponibilizado para o público alvo.

Para definir o segmento de clientes e estabelecer um relacionamento com esse público também são necessários projetos, como pesquisas de mercado, campanhas de mídia etc.

O produto ou serviço será adquirido pelo cliente e depois terá que chegar até ele, seja de forma física ou digital. Para isso é preciso que haja um canal de comunicação e distribuição que deve ser criado através de projetos.

O produto ou serviço será produzido através de atividades que precisam ser mapeadas e desenhadas em forma de processos. Para serem executadas carecem de recursos que são as máquinas, equipamentos, matérias prima e recursos humanos que precisam ser adquiridos, implantados, e treinados para que tudo funcione quando o empreendimento entrar em operação.

As organizações na maioria das vezes não conseguem realizar tudo sozinhas, precisam no mínimo, com mencionado anteriormente, adquirir matérias prima. Muitas vezes precisam estabelecer parcerias para poderem se concentrar em seu foco principal. Essas parcerias podem ser melhor estruturadas se forem prospectadas, desenvolvidas e sacramentadas através de projetos.

Figura 2

Assim, quando pensamos nos custos para se implantar um novo empreendimento, na verdade estamos pensando nos custos de todos esses projetos que quando geridos em forma de programa trazem o benefício da integração e coordenação, para que tudo saia a seu tempo e lugar, e que no momento da inauguração ou início de operação no novo empreendimento tudo funcione como previsto e desejado, evitando aborrecimentos e custos adicionais.

Além dos projetos derivados diretamente da implantação de um novo negócio, quando realizamos uma análise estratégica de um empreendimento muitas vezes nos deparamos com a necessidade de agirmos para aproveitar uma oportunidade ou defender o negócio de alguma ameaça externa. As organizações laçam mão frequentemente de projetos para se posicionarem estrategicamente frente ao mercado. Esses projetos são derivados de uma simples análise SWOT avaliando-se as forças que uma organização possui ou precisa desenvolver para aproveitar as oportunidades e as fraquezas que ela precisa minimizar para evitar as ameaças.

Figura 3

Outra avaliação estratégica normalmente utilizada pelas organizações é a Análise do Oceano Azul, mais precisamente o modelo das quatro ações. Nessa análise uma organização pode olhar para um novo empreendimento visando eliminar ou reduzir custos com itens pouco percebidos pelos clientes e ao mesmo tempo aumentar ou criar valor que seja percebido por esse público. Para operacionalizar essas ações é importante estruturá-las também em forma de projetos, para que sejam coordenadas entre si e com todos os outros projetos necessários para o empreendimento.

Figura 4

Já falei várias vezes em meus posts e repito incansavelmente em todas as minhas aulas e palestras que todo projeto é um empreendimento, e sendo visto desta forma precisa ter um objetivo que traduza uma proposta de valor e que gere benefícios. Nesse post estou ampliando essa ideia e demonstrando como um empreendimento pode ter não apenas um, mas vários projetos, tanto para a sua implantação quanto para a sua viabilização estratégica. O importante é que todos esses projetos caminhem para a mesma direção, possuindo objetivos integrados visando não apenas a geração de valores e benefícios do próprio projeto, mas do negócio de forma geral. Uma importante ferramenta para alinhar objetivos e fazer com que todos os envolvidos e interessados possuam uma visão integrada do conjunto de projetos derivados de um empreendimento é o modelo visual para gerenciamento de projetos PM Mind Map®.

Caso ainda não conheça esse poderoso modelo que concentra TUDO o que há de mais importante na gestão de projetos em apenas UMA página, acesse PM Mind Map® nesse site clicando aqui e baixe gratuitamente o modelo e o guia de referência

Figura 5

Quando a primeira perspectiva do modelo PM Mind Map® de cada projeto, que é a de negócio, for descrita de forma que os objetivos estejam alinhados, todo os esforços de cada projeto serão no sentido de constituir o empreendimento de forma integrada e eficiente.

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Bons Projetos!

Paulo Mei

1 de agosto de 2016 / Negócios, Portfólios, Projetos

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